| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Apodiformes |
| Família: | Trochilidae |
| Vigors, 1825 | |
| Subfamília: | Polytminae |
| Reichenbach, 1849 | |
| Espécie: | A. nigricollis |
Conhecido popularmente como beija-flor-preto, beija-flor-de-veste-preta e bizunga, o Anthracothorax nigricollis pertence à Ordem Apodiformes e à Família Trochilidae.
Também chamado de beija-flor-de-frente-preta e em outras línguas de Schwarzkehlmango (Alemão) e Black-throated Mango (Inglês). Destaca-se pela grande diferença entre o macho e a fêmea (dimorfismo sexual), que parecem ser espécies diferentes. Ocorre em todas as regiões do Brasil. Os Jovens como a fêmea e têm as penas do dorso com margens brancas. As aves deste Gênero possuem bico quase o dobro do comprimento da cabeça e levemente curvado, a membrana sobre as narinas é emplumada até o meio; a cauda tem mais ou menos a metade do comprimento da asa e é larga e um pouco recortada.
Seu nome científico significa: do (grego) anthrax = carvão, da cor do carvão; e thörax = peito; e do (latim) niger = preto, negro; e collis, collum = pescoço, colo, garganta. ⇒ (Beija-flor) com pescoço e peito pretos.
A fêmea e o macho são de plumagens tão diferentes que parecem ser duas espécies separadas. Geralmente é visto contra a luz, de modo que o macho parece ser todo negro. Na verdade, somente o peito, a barriga e a garganta são negro-azulados, enquanto o resto a plumagem é verde garrafa forte. A cauda é toda vinho escuro, finamente bordejada de negro. Às vezes, pode ser vista entreaberta e a luz, atravessando-a, deixa perceber esse tom avermelhado. Bico muito longo e fino, com a ponta levemente curva para baixo, em uma silhueta característica. Já a fêmea divide a forma do bico e a cor da cauda com o macho. Fora isso, destaca-se a longa listra negra, começando na base do bico e terminando na barriga, ladeada por faixas brancas largas. O resto da plumagem é verde claro.
Não possui subespécies.
Alimenta-se de néctar e de pequenos insetos,sendo notavelmente insetívoro, os quais captura pairando em áreas abertas.
Seu ninho é uma tigela sólida e rasa feita de material macio, como paina de gravatá, fiapos de xaxim, etc. e com sua parede externa atapetada com fragmentos de folhas, liquens, musgos, etc., colados firmemente com teias de aranhas (o mesmo tipo do beija-flor-tesoura ). O ninho é colocado abertamente sobre um ramo horizontal ou uma forquilha de árvores e arbustos. As vezes o ninho é construído à pouca altura d’água, em galhos debruçados sobre rios. Medidas do ninho: Altura 30mm, profundidade 18mm, diâmetro externo 45mm e diâmetro interno 28mm. Ovo: 0,61g, medindo 16,5 X 9,5mm a 14,3 X 9,1mm. O período de incubação é de 14 dias e a permanência no ninho de 20 dias. A época de reprodução é de novembro a fevereiro.
Vive nas bordas da mata e cerradão, ocupando a parte alta das copas; e paisagens abertas repletas de arbustos e matas de aspecto de parque. Ocupa todos os ambientes florestais e pode ser visto em jardins. Gosta de ficar nas folhas dos ingazeiros da beira dos rios e corixos e visita paineiras, ipês e eucaliptos. Em alguns locais da região do cerrado, desaparece no início das secas, podendo ter algum movimento migratório ainda desconhecido.
Voz: A chamada é um agudo “tsiuck”; o canto é um zumbido “hsl-hsl-hsl-hsl-hsl-hsl-hsl…”
R ( Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos ). Presente em todo o Brasil. Do Panamá ao Sul, a maior parte da América do Sul até a Argentina e Bolívia (com exceção do Equador).
Status de conservação: LC ( IUCN ); Appendix II ( CITES ).